Takeout JSON

Como baixar todas as fotos do Google Fotos de uma vez

O jeito certo de exportar a biblioteca inteira do Google Fotos pelo Google Takeout, as configurações que evitam falhas e o passo que ninguém avisa: as datas.

O Google Fotos deixa você baixar uma foto de cada vez, ou selecionar algumas dezenas e baixar um zip. Para a biblioteca inteira, com anos de fotos e vídeos, o único caminho oficial é o Google Takeout. Ele funciona bem, desde que você faça na ordem certa e saiba o que vai receber.

Antes de pedir: confira a qualidade do backup

Abra as configurações do Google Fotos e veja a qualidade de upload. Se está em "Economia de armazenamento" (o antigo "Alta qualidade"), suas fotos foram comprimidas quando subiram, e nenhuma exportação vai devolver o original. Se está em "Qualidade original", você recebe exatamente o que enviou. Vale saber isso antes, para não esperar mais do que o Takeout pode dar.

Veja também quanto espaço a biblioteca ocupa. A exportação vai ter mais ou menos esse tamanho, mais as cópias de álbum, e você precisa de espaço livre no computador para os zips e para os arquivos descompactados ao mesmo tempo. Duas vezes o tamanho da biblioteca é o mínimo.

Pedindo a exportação no Google Takeout

  1. Acesse takeout.google.com com a conta certa.
  2. Clique em "Desmarcar tudo". Senão você recebe cinquenta produtos do Google, com e-mail, agenda e histórico misturados nas suas fotos.
  3. Role até Google Fotos e marque só ele. Em "Todos os álbuns de fotos incluídos" dá para escolher anos ou álbuns específicos, o que é útil para fazer em etapas. Para uma exportação completa, deixe tudo marcado.
  4. Clique em "Próxima etapa". Escolha o método de entrega: link por e-mail funciona para a maioria. Para bibliotecas muito grandes, entregar direto no Drive, no Dropbox ou no OneDrive evita os limites de tentativa de download do navegador.
  5. Escolha o tamanho das partes. O Google divide a exportação em arquivos de 2, 4, 10 ou 50 GB. Partes de 10 GB são um bom meio-termo: se uma falhar, você perde pouco. Se a sua internet cai com frequência, escolha 2 GB.
  6. Clique em "Criar exportação" e espere. Bibliotecas pequenas ficam prontas em horas; grandes levam um ou dois dias. O Google manda um e-mail quando terminar.

Baixando as partes

O link vale por sete dias. Baixe todas as partes para a mesma pasta e confira duas coisas antes de fechar o navegador: a numeração não pode ter buracos (-001, -002, -003...), e todas as partes, exceto a última, devem ter um tamanho próximo do que você escolheu. Uma parte de 3,9 GB no meio de partes de 10 GB provavelmente veio cortada; baixe de novo.

Depois descompacte todas as partes na mesma pasta mãe. Cada uma tem a mesma estrutura, Takeout/Google Fotos/, e as pastas se juntam. Isso importa porque um álbum, ou uma foto e o JSON dela, podem ficar em partes diferentes. No Windows, o 7-Zip ou o WinRAR são bem mais rápidos que o extrator embutido. Os detalhes estão em Google Takeout dividido em vários arquivos zip.

O que você vai encontrar na pasta

Duas surpresas esperam quem abre a pasta pela primeira vez.

A primeira: ao lado de cada foto há um arquivo .json. São milhares. Eles não são lixo; guardam a data, o local e a legenda de cada foto. Veja o que são os arquivos JSON do Google Takeout.

A segunda: todas as fotos parecem ter sido tiradas hoje. O Google não grava a data de volta na imagem; ele a coloca no JSON. Prints, imagens de WhatsApp, fotos digitalizadas e qualquer foto cuja data você corrigiu no app ficam sem data dentro do arquivo. O computador mostra a única data que encontra: a do download. É isso que fotos do Google Takeout com data errada explica em detalhe.

Uma exportação não é um backup até você ter aberto e conferido. Conte as fotos, abra algumas de anos diferentes, e não apague nada do Google Fotos ainda.

O passo que ninguém avisa: gravar as datas

O Takeout JSON Metadata Fixer lê cada JSON e grava a data, a hora e o GPS reais de volta em cada foto e vídeo, no lugar onde o Explorador de Arquivos, o Fotos da Apple, o Immich e qualquer outro programa procuram. Ele aceita os zips direto, sem descompactar, confere se falta alguma parte, e trata os nomes de JSON que o Google corta e as duplicatas com (1). Se quiser, ele também renomeia os arquivos com a data e o local, e organiza tudo em pastas por ano e mês em uma passada só. Roda no Windows, no Linux e no Mac, offline, com a interface em português. As primeiras 1000 fotos são grátis; o Premium custa US$ 19,99 uma única vez.

É nesse ponto que a exportação vira uma biblioteca de fotos de verdade, que você pode copiar para um HD externo, um NAS ou um celular novo sem perder a ordem.

Depois: o que fazer com a conta

Se o objetivo é sair do Google Fotos, desligue o backup no app do celular antes de apagar qualquer coisa, senão as fotos novas continuam subindo. Fotos apagadas ficam 60 dias na lixeira. Guarde os zips por pelo menos um mês depois de conferir a biblioteca nova. O caminho completo, com todos os passos em ordem, está em sair do Google Fotos: o checklist completo.

Perguntas frequentes

Dá para baixar tudo direto pelo app do Google Fotos?

Não. O app e o site permitem selecionar e baixar lotes, mas é trabalho manual, e o que vem é só a imagem. Para a biblioteca inteira, com datas e locais, é o Takeout.

A exportação inclui os álbuns?

Sim. Cada álbum vira uma pasta com cópias das fotos e um metadata.json com o nome do álbum. As mesmas fotos também aparecem nas pastas Photos from AAAA, então a exportação tem mais arquivos do que a biblioteca tem fotos.

Posso exportar só um ano?

Pode. Em "Todos os álbuns de fotos incluídos", desmarque tudo e marque só a pasta do ano. É um bom jeito de testar o processo antes de fazer a biblioteca inteira.

O link expirou. E agora?

Peça uma exportação nova. Não há como renovar o link. Da segunda vez, baixe tudo no primeiro dia.