Takeout JSON

Existe uma alternativa ao GooglePhotosTakeoutHelper?

O GPTH é gratuito e bom no que faz, mas move seus arquivos e deixa o EXIF para o exiftool. Comparamos cinco formas de corrigir um Google Takeout.

O GooglePhotosTakeoutHelper é um bom projeto e já salvou muitas bibliotecas. É gratuito, é aberto, e se ele funciona para você não há motivo para trocar.

Os motivos que levam as pessoas a procurar outra coisa costumam ser os mesmos três. No Windows dá para dar dois cliques no .exe, mas no Mac ou no Linux você está no terminal rodando chmod, xattr e ./gpth, e em Macs com chip Apple o próprio readme pede para instalar o Rosetta antes. Ele move seus arquivos por padrão, em vez de copiar, então, como o readme diz, se alguma coisa der errado no meio você exporta os zips de novo. E ele ajusta a data de modificação do arquivo em vez de gravar o EXIF; o último passo do próprio readme é rodar o exiftool depois para colocar as datas dentro das fotos.

As cinco formas de corrigir um Takeout

Existem, na prática, cinco caminhos. Cada um serve para um tipo de pessoa.

O exiftool é a ferramenta de referência e é gratuito. Se você se sente à vontade em um terminal, ele faz tudo, mas você precisa escrever o comando e tratar os nomes esquisitos dos JSON do Google, que são cortados em 46 caracteres e usam dois estilos de nome. Um padrão que não cobre isso pula arquivos em silêncio. O guia do exiftool mostra o comando completo e cada caso em que ele falha.

O GooglePhotosTakeoutHelper embrulha essa lógica para você e organiza em pastas por ano. Precisa do terminal fora do Windows e, como depende de acompanhar as mudanças do Google, às vezes uma versão fica para trás e pula arquivos.

O immich-go é a ferramenta da comunidade do Immich. Ele lê os zips do Takeout, combina cada foto com o JSON e envia direto para um servidor Immich, recriando os álbuns. Serve só para quem vai usar o Immich, e a data fica no banco do Immich, não dentro do arquivo. Veja exportar o Google Fotos para o Immich.

O MetadataFixer.com é um programa pago para Windows, Mac e Linux, US$ 39 uma vez, com uma demonstração limitada a 100 arquivos. Guias antigos o descrevem como um site em que você envia os zips; hoje ele processa no seu computador, embora o app se conecte aos servidores deles para licença e atualizações. Ele grava a data e o GPS no arquivo, mas não converte, não renomeia com o local e não organiza em pastas.

Um programa de desktop como o Takeout JSON Metadata Fixer faz o mesmo trabalho com uma janela e uma barra de progresso, e segue até a organização.

Comparação

Takeout JSON Metadata FixerGooglePhotosTakeoutHelperexiftool na mãoMetadataFixer.comimmich-go
Preço1000 fotos grátis; Premium US$ 19,99 uma vez (US$ 49,99 para cinco computadores)Gratuito, código abertoGratuitoUS$ 39 uma vez; demonstração de 100 arquivosGratuito, código aberto
Precisa de linha de comandoNãoNo Mac e no Linux, simSimNãoSim
Roda offlineSim, sem conta, funciona com a rede desligadaSimSimProcessa no seu computador; o app contata os servidores deles para licença e atualizaçõesEnvia para o seu servidor Immich
Trata nomes de JSON cortados e duplicatas (1)SimNão informado na versão original; sim na GPTH NeoVocê escreve as regras(1) sim; nomes cortados não informadoDuplicatas sim; nomes cortados não informado
Grava data e GPS dentro do arquivoSimNão; só a data do arquivoSimSimNão; no banco do Immich
HEIC para JPG mantendo os metadadosSimNãoNãoNãoNão
Renomeia com o localSim, por exemplo 2023-06-17-1306_Sao_Paulo.jpgNãoSó com scriptNãoNão
Pastas por localSimNãoSó com scriptNãoNão
Define data e local na mãoSim, por foto ou por pastaNãoPor arquivo, por comandoNãoNão
IdiomasPortuguês, inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, japonês, coreano, chinêsNão informadoTerminal em inglêsSite em inglês e alemãoNão informado

"Não informado" quer dizer que a documentação pública da ferramenta não diz. Conferido em 18 de setembro de 2026 nos READMEs do GPTH e do immich-go, no site do exiftool e nas páginas do MetadataFixer.com. Existe também o GPTH Neo, uma versão da comunidade que grava EXIF e organiza em pastas por ano, mês e dia.

O que o app faz de diferente

É o mesmo trabalho, em um programa que você instala e abre, nas três plataformas. Sem terminal, sem Rosetta, sem chmod. Ele lê os dois estilos de nome de JSON, os nomes que o Google corta em 46 caracteres e os contadores (1) das duplicatas, e grava a data, a hora e o GPS de captura em cada foto. No fim ele mostra exatamente quais arquivos não tinham nenhum dado utilizável, para você tratar esses e ignorar o resto. Ele copia para uma pasta nova, então a exportação original continua lá se você mudar de ideia.

Além das datas: nomes de arquivo lógicos com o local, pastas por ano e mês ou por local, organização automática da biblioteca inteira em uma passada, HEIC para JPG com os metadados mantidos, e uma data e um local definidos na mão para qualquer pasta, o que resolve fotos digitalizadas e imagens de WhatsApp. Roda offline no Mac, no Windows e no Linux, em português, e as primeiras 1000 fotos são grátis.

Quando ficar com o GPTH

Se você está confortável no terminal, gosta de código aberto e só precisa das datas e de pastas por ano, o GPTH mais uma passada de exiftool resolve e não custa nada. O app faz sentido quando você não quer o terminal, quando quer a conversão, a renomeação e a organização em uma execução só, ou quando quer definir datas na mão sem escrever comando.

Perguntas frequentes

O GPTH grava a data dentro da foto?

Por padrão ele ajusta a data de modificação do arquivo. Para colocar a data no EXIF, o readme pede uma passada de exiftool depois. Sem isso, programas que leem EXIF continuam vendo a foto sem data.

Posso usar o app e o GPTH na mesma exportação?

Pode. O app copia para uma pasta nova e não altera a origem. Rode um, depois o outro, e compare uma amostra.

O app é código aberto?

Não. É um programa proprietário com uma faixa gratuita de 1000 fotos.

Um site que pede para enviar as fotos é seguro?

Depende do site, e você não tem como saber. Ler um .json e gravar uma tag EXIF é algo que o seu próprio computador faz com facilidade, então não há motivo técnico para enviar as fotos para fora. Prefira ferramentas que rodam na sua máquina.